Quinta-feira, 09 de julho de 2026

Empresas cadastradas não mudam o número, mas devem preparar seus sistemas.

 

A partir do dia 31 de julho, entra em vigor o novo Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em formato alfanumérico. A principal mudança é que os novos cadastros poderão combinar letras e números, mantendo o total de 14 caracteres.

A alteração vale apenas para novos registros. Empresas que já possuem CNPJ não terão o número alterado e não precisarão fazer nenhuma atualização cadastral por conta disso.

A Receita Federal adotou o novo formato para ampliar a quantidade de combinações disponíveis e garantir a continuidade da emissão de CNPJs nos próximos anos.

O que muda na estrutura do CNPJ?

Atualmente, todos os CNPJs são formados exclusivamente por números. Com o novo modelo, as inscrições poderão conter letras e números na mesma sequência.
A estrutura de 14 caracteres será mantida da seguinte forma:

  • As 8 primeiras posições (raiz): Identificarão a empresa (poderão conter letras e números).
  • As 4 posições seguintes (sufixo): Indicarão o estabelecimento como matriz ou filial (poderão conter letras e números).
  • Os 2 últimos dígitos (DV): Continuarão sendo estritamente numéricos, usados para verificar a autenticidade da inscrição.

Como ainda existem milhões de combinações puramente numéricas disponíveis, a transição será gradual. Novos CNPJs apenas com números continuarão sendo emitidos simultaneamente aos alfanuméricos.

Quem será afetado?

A mudança impacta diretamente os novos negócios e, principalmente, os desenvolvedores e usuários de sistemas de gestão.

  • Para quem já tem CNPJ: Nada muda. O número atual continua válido por tempo indeterminado. Não é necessário atualizar documentos, contratos ou registros.
  • Para a abertura de empresas: O processo continua exatamente o mesmo. A única diferença é a possibilidade de o novo número conter letras.
  • Convivência dos formatos: Os modelos numérico e alfanumérico coexistirão e deverão ser aceitos normalmente por bancos, órgãos públicos, juntas comerciais e instituições financeiras.

Por que a mudança é necessária?

Segundo a Receita Federal, cerca de 69 milhões das quase 100 milhões de combinações possíveis no modelo atual já foram utilizadas. Com o ritmo acelerado de abertura de empresas, a virada para o modelo alfanumérico foi a solução para evitar o esgotamento de números.

Prepare os seus sistemas fiscais e cadastrais

Embora o empresário não precise mudar o próprio CNPJ, toda empresa que emite notas, valida cadastros ou recebe pagamentos precisa se adaptar à mudança.

É fundamental que sistemas, plataformas de e-commerce e bancos de dados estejam atualizados para aceitar letras no campo do CNPJ. A falta de adaptação pode causar:

  • Falhas e rejeições na emissão de Notas Fiscais (NF-e, NFS-e, CT-e);
  • Erros no cadastro de novos clientes e fornecedores;
  • Bloqueios em plataformas de pagamento e validações de contratos.

O Consistem ERP está pronto para o novo cenário fiscal

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